Brasil prepara segunda maior rede para monitorar tempestades. Sistema mais preciso pode evitar a repetição de tragédias e auxiliar você a se prevenir
As chuvas na época de verão causam muitas mortes e destruições no Brasil. Além de alagamentos e desmoronamentos nas grandes cidades, a incidência de raios também faz vítimas. No ano passado, 473 pessoas morreram em decorrência de inundações, enchentes e deslizamentos, segundo levantamento da Secretaria Nacional de Defesa Civil. Além disso, aconteceram 89 mortes por causa de raios, segundo estimativas do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Agora, pela primeira vez, o Brasil terá um equipamento que poderá identificar tempestades severas, responsáveis por catástrofes climáticas tão comuns nos meses mais quentes do ano.
A ferramenta, chamada de BrasilDAT – desenvolvida pelo Inpe e outras instituições –, ajudará a prever as chuvas com vendavais, enchentes, granizo, grande incidência de raios e tornados. A rede brasileira será a segunda maior do mundo, atrás apenas da norte-americana.
Ao todo, a rede contará com 75 novos sensores e custará cerca de R$ 10 milhões. Na região Sudeste, 20 deles já foram instalados. No Sul, Centro-Oeste e Nordeste, os medidores serão implantados completamente até julho de 2012, e, na região Norte, até o fim do mesmo ano. O medidor de tempestades também utilizará informações dos 33 sensores já existentes. “A nova rede coloca o Brasil no grupo dos poucos países do mundo a possuir informações altamente precisas da ocorrência de raios, sendo esta a maior rede da região tropical do planeta”, afirmou Osmar Pinto Júnior, coordenador do Elat. Atualmente a rede faz a cobertura das chuvas e raios de dez estados brasileiros.
No ano passado, o Rio de Janeiro foi o estado brasileiro em que se registrou o maior número de ocorrências motivadas por tempestades: 316 mortes ou 66,8% do total. O fato se deve às violentas chuvas de abril, que mataram mais de 100 pessoas, 45 somente no Morro do Bumba, na cidade de Niterói. Durante todo ano passado, o mau tempo afetou 7,8 milhões de moradores de 11 estados e 1.211 municípios brasileiros. Esses números não foram somados às mais de 800 mortes nos desmoronamentos na região serrana do Rio de Janeiro, no início deste ano. Até hoje há cerca de 400 desaparecidos na região.
Em 2010, o número de pessoas que morreram em decorrência da queda de raios (89) foi inferior à média registrada entre os anos 2000 e 2009 (132 por ano). O estado de São Paulo lidera o ranking do ano passado com 12 mortes, seguido pelo Pará com oito e Minas Gerais e Tocantins com sete. Dados preliminares de 2011 apontam que até o momento foram registrados 28 casos de vítimas em todo o País, segundo o Inpe. O Brasil é recordista em número de raios que atingem o solo no planeta, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano, responsáveis pelo prejuízo de R$ 1 bilhão aos setores público e privado. A cada 50 pessoas que morrem no mundo por causa de raios, uma reside no País.
A nova rede foi criada depois que a análise de dados sobre tempestades dos últimos 60 anos mostrou risco para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com as estatísticas, o índice de chuvas deverá dobrar em São Paulo e triplicar no Rio de Janeiro até 2070. Segundo Junior isso irá acontecer por causa da elevação da temperatura superficial das águas do oceano Atlântico no hemisfério sul, em decorrência do aquecimento global. “Os resultados obtidos por este estudo são os primeiros a indicar concretamente que a ocorrência de tempestades deve aumentar no sudeste nas próximas décadas, além de confirmar uma crescente visão entre os cientistas de que as variações na ocorrência de tempestades sobre os continentes são em boa parte influenciada pelas temperaturas dos oceanos”, afirmou o cientista Earle Willians, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), parceiro do projeto.
As chuvas na época de verão causam muitas mortes e destruições no Brasil. Além de alagamentos e desmoronamentos nas grandes cidades, a incidência de raios também faz vítimas. No ano passado, 473 pessoas morreram em decorrência de inundações, enchentes e deslizamentos, segundo levantamento da Secretaria Nacional de Defesa Civil. Além disso, aconteceram 89 mortes por causa de raios, segundo estimativas do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Agora, pela primeira vez, o Brasil terá um equipamento que poderá identificar tempestades severas, responsáveis por catástrofes climáticas tão comuns nos meses mais quentes do ano.
A ferramenta, chamada de BrasilDAT – desenvolvida pelo Inpe e outras instituições –, ajudará a prever as chuvas com vendavais, enchentes, granizo, grande incidência de raios e tornados. A rede brasileira será a segunda maior do mundo, atrás apenas da norte-americana.
Ao todo, a rede contará com 75 novos sensores e custará cerca de R$ 10 milhões. Na região Sudeste, 20 deles já foram instalados. No Sul, Centro-Oeste e Nordeste, os medidores serão implantados completamente até julho de 2012, e, na região Norte, até o fim do mesmo ano. O medidor de tempestades também utilizará informações dos 33 sensores já existentes. “A nova rede coloca o Brasil no grupo dos poucos países do mundo a possuir informações altamente precisas da ocorrência de raios, sendo esta a maior rede da região tropical do planeta”, afirmou Osmar Pinto Júnior, coordenador do Elat. Atualmente a rede faz a cobertura das chuvas e raios de dez estados brasileiros.
No ano passado, o Rio de Janeiro foi o estado brasileiro em que se registrou o maior número de ocorrências motivadas por tempestades: 316 mortes ou 66,8% do total. O fato se deve às violentas chuvas de abril, que mataram mais de 100 pessoas, 45 somente no Morro do Bumba, na cidade de Niterói. Durante todo ano passado, o mau tempo afetou 7,8 milhões de moradores de 11 estados e 1.211 municípios brasileiros. Esses números não foram somados às mais de 800 mortes nos desmoronamentos na região serrana do Rio de Janeiro, no início deste ano. Até hoje há cerca de 400 desaparecidos na região.
Em 2010, o número de pessoas que morreram em decorrência da queda de raios (89) foi inferior à média registrada entre os anos 2000 e 2009 (132 por ano). O estado de São Paulo lidera o ranking do ano passado com 12 mortes, seguido pelo Pará com oito e Minas Gerais e Tocantins com sete. Dados preliminares de 2011 apontam que até o momento foram registrados 28 casos de vítimas em todo o País, segundo o Inpe. O Brasil é recordista em número de raios que atingem o solo no planeta, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano, responsáveis pelo prejuízo de R$ 1 bilhão aos setores público e privado. A cada 50 pessoas que morrem no mundo por causa de raios, uma reside no País.
A nova rede foi criada depois que a análise de dados sobre tempestades dos últimos 60 anos mostrou risco para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com as estatísticas, o índice de chuvas deverá dobrar em São Paulo e triplicar no Rio de Janeiro até 2070. Segundo Junior isso irá acontecer por causa da elevação da temperatura superficial das águas do oceano Atlântico no hemisfério sul, em decorrência do aquecimento global. “Os resultados obtidos por este estudo são os primeiros a indicar concretamente que a ocorrência de tempestades deve aumentar no sudeste nas próximas décadas, além de confirmar uma crescente visão entre os cientistas de que as variações na ocorrência de tempestades sobre os continentes são em boa parte influenciada pelas temperaturas dos oceanos”, afirmou o cientista Earle Willians, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), parceiro do projeto.



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